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domingo, 23 de fevereiro de 2014

ACRE ISOLADO: RIO MADEIRA INVADE BR 364

ACRE ISOLADO: RIO MADEIRA INVADE BR 364

O cenário ao longo da BR-364 é desolador. Animais mortos boiam nas águas fétidas que tomam conta de várias localidades. O perigo de doenças assusta os moradores que peregrinam longas distâncias à procura de atendimento médico e de abrigos improvisados em prédios públicos.
REPORTAGEM ESPECIAL
ROBERTO VAZ
RAY MELO
Tudo que você ouvir dos caminhoneiros sobre a BR-364, no trecho entre Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO), não duvide. A rodovia federal que liga o Acre ao resto do País deixou de ser, nas últimas horas, uma via de tráfego de veículos para dividir parte do seu trajeto com pequenas embarcações, que auxiliam pessoas que tentam entrar ou sair nos dois estados. Até às 14 horas deste sábado (22), apenas caminhões com gêneros alimentícios, gás e combustíveis eram liberados para a passagem arriscada em cerca de 3,5 km de pista coberta por água, logo após a balsa do Abunã, sentido Porto Velho.
A equipe de reportagem de ac24horas, formada pelos jornalistas Roberto Vaz e Ray Melo, o cinegrafista Celiano Soares e o produtor Jeferson Rodrigo, percorreu cerca de 300km de carro e de barco para registrar a maior enchente do rio Madeira, nos últimos 100 anos, que poderá deixar o Acre isolado via terrestre.
A aflição de quem precisa da estrada é visível. O alagamento que atingia apenas o trecho da estrada próximo ao distrito de Jacy Paraná, já chegou em outros três pontos, um deles, antes do embarque na balsa. Uma lamina d’água de até 80 centímetros em alguns locais, cobre 3 mil metros da pista, no sentido Rio Branco.
O cenário ao longo da BR-364 é desolador. Animais mortos boiam nas águas fétidas que tomam conta de várias localidades. O perigo de doenças assusta os moradores que peregrinam longas distâncias  à procura de atendimento médico e de abrigos improvisados em prédios públicos.
A PRF proibiu o tráfego de carros de passeio e caminhonetes que saíram de Rio Branco com destino a municípios de Rondônia. Os condutores recorreram a uma saída alternativa. Os veículos foram embarcados nos baús e carrocerias de caminhões que chegavam sem carga no porto do Abunã.
Os profissionais do volante aproveitaram a cheia para fazer um extra. Eles cobram de R$ 100 a R$ 200 para transportar os veículos menores no trecho da BR-364 – após a balsa, aonde o nível da água chegou a 80 centímetros, encobrindo aproximadamente três quilômetros da rodovia federal.
A situação pode ser bem mais grave do que é informado pelas autoridades. Mesmo com todas as dificuldades de tráfego da BR – o governo do Acre não disponibiliza serviço de informação aos condutores. A presença da PRF e do DNIT também é tímida. A desinformação é total.
O rio Madeira chegou a 18,23 metros acima do seu nível normal. Nos pequenos vilarejos e distritos ao longo da rodovia, os carros deram lugar a pequenas embarcações que transportam pessoas e motos. O inspetor da PRF de Rondônia, João Bosco afirma que a estrada não oferece mais condições de tráfego.
A vegetação que ficava às margens da estrada e era usada para orientar os motoristas nos postos inundados está encoberta. O perigo anda de carona com quem se aventura a trafegar na BR-364. A PRF de Rondônia informou que iria enviar uma equipe de patrulheiros  para fechar a rodovia até que haja a vazante do rio Madeira.
                        
 ABASTECIMENTO
Segundo a prefeitura de Rio Branco, a cheia do rio Madeira está comprometendo a renovação do estoque de alguns alimentos na Central de Abastecimento de Rio Branco (CEASA), Produtos como alho, batata, beterraba, cenoura e outras frutas verduras podem faltar a partir da próxima segunda-feira, 24.
Se a BR for totalmente fechada, o poder público estará definindo estratégias de abastecimentos que não seja pela BR 364, hoje em parte coberta pelas águas do Madeira. Entre as opções estão a utilização de balsas e barcos no Rio Juruá e a aquisição de alguns alimentos no Peru.
Com a BR-364 fechada, por causa da cheia, o Governo Federal se antecipou e autorizou o transporte de 18  toneladas de frutas e verduras que estavam retidos em caminhões na rodovia. Os produtos chegaram em um Hércules, da Força Aérea Brasileira, no aeroporto da capital. 
A Associação Comercial do Acre informou que os 18 mil quilos de hortifrúti são da rede de Supermercados Araújo e que na próxima segunda-feira, produtos de outros supermercados serão trazidos para Rio Branco também em voo da Força Aérea. O risco de desabastecimento de gêneros alimentícios é iminente. 
Autoridades estaduais descartam a possibilidade de racionamento de combustível. Segundo a assessoria do governo do Acre, a BR Distribuidora autorizou o transporte do produto da base da Petrobrás em Cruzeiro do Sul para abastecer os postos da capital acreana.    

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Fonte: AC24HORAS

Acre divulga imagens impressionantes da cheia na BR-364

Acre divulga imagens impressionantes da cheia na BR-364

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As imagens mostram a dimensão da cheia do Rio Madeira na BR-364, ainda em Porto Velho, com o trecho atualmente fechado. As fotos foram feitas pela Assessoria de Imprensa do Governo do Acre, na quarta-feira, quando ainda era possível o tráfego, realizado, no entanto, sem qualquer segurança. 





Fonte: RONDONIAGORA
Autor: RONDONIAGORA
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EVO MORALES VAI PROCESSAR O BRASIL PELA ALAGAÇÃO NA BOLÍVIA

EVO MORALES VAI PROCESSAR O BRASIL PELA ALAGAÇÃO NA BOLÍVIA

Todos os esforços por parte do governo e município estão sendo posto, inclusive com a chegada de equipes de Bombeiros da Força Nacional.

Foto: Secom / Acre
Sexta pela manhã moradoras desta região precisaram contar com a sorte e a paciência para poder atravessar a cidade com destino ao centro, onde fica a maioria das repartições públicas. No baixo, Madeira onde estão os distritos, como São Carlos, Calama, e Nazaré a situação passou de critica para calamidade pública.

Foto: Marcos Freire/ Secom Rondônia
Todos os esforços por parte do governo e município estão sendo posto, inclusive com a chegada de equipes de Bombeiros da Força Nacional. Também está na ação, as Forças Armadas. No mesmo momento em que as famílias são alertadas e trazidas para a cidade umas para abrigos, outras casas de parentes, muito animais estão ficando pelo caminho. Como os cachorros, gatos, galinhas e até mesmo os bois.
Nas fotos tiradas pela equipe do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que também está dando suporte humanitária, aos náufragos flagrou dezenas de galinhas, cachorros deixados e vivendo em situação de desespero. Pela rede social Facebook amigos tentam em campanha colaborar para a compra de alimentos como ração para cães, gatos e milho. Algumas pessoas já deram a sua contribuição.
A cheia que segundo informações tem um agravante com a construção das Usinas Hidrelétricas fez o governo do Estado decretar na semana passada Estado de Emergência, podendo a qualquer momento decretar estado de calamidade pública. Na quarta-feira (19), o governador Confúcio Moura sobrevoou as regiões alagadas e não gostou nada do que viu de cima. “Muito triste a situação. A ponte do Araras, distrito de Nova Mamoré está submersa. Estrada em baixo d’água. Tão cedo voltará a ser trafegável. Na Br-364, no antigo Mutum Paraná, o transito foi interrompido, para carros pequenos. Na sexta-feira (21), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), proibiu o acesso até mesmo de carretas, por conta de uma lamina d’água, com mais de 50 cm na rodovia.

Foto: Secom / Acre
O Estado do Acre está isolado do restante do Brasil, e impedido de receber alimentos e combustível. A Bolívia também é outro país que não tem o que comemorar. O Estado do Beni, visinho a Rondônia está sendo obrigado a socorrer sua população. Em Guayaramerim, na divisa com Guajára-Mirim o problema é alagação dos bairros próximos ao rio Mamoré.
O ministro do Desenvolvimento da Bolívia, Ruan Ramón Quintana, braço direito do presidente Evo Morales esteve esta semana na cidade vendo de perto os estragos, em contanto com fontes políticas do país afirmam que caso seja comprovado que as alagações dentro país tem relação direta com as barragens de Santo Antônio e Jirau, Evo Morales pretende entrar com uma ação contra o Brasil e acusá-lo da tragédia no país boliviano.

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Fonte: Emerson Barbosa/NewsRondonia

OPINIÃO DE PRIMEIRA: TEMOS QUE NOS PREPARAR PARA A PRÓXIMA ENCHENTE QUE VEM AÍ...

OPINIÃO DE PRIMEIRA: TEMOS QUE NOS PREPARAR PARA A PRÓXIMA ENCHENTE QUE VEM AÍ...

Pensar em soluções para o futuro certamente seria um grande recomeço, ao menos com possibilidades de que, quando ele chegar, não seremos todos pegos tão despreparados.
Nas últimas duas semanas o quadro piorou muito, chegando ao ápice de uma enchente histórica em Porto Velho. Milhares de pessoas estão desabrigadas, há risco de que outras tantas também o fiquem nos próximos dias. Neste estágio, há muito pouco o que fazer, a não ser socorrer quem mais precisa e  esperar as águas baixarem. Mas tudo o que ocorreu não pode ficar apenas no passado. Desde agora, autoridades federais, estaduais e de todas as comunidades atingidas, têm que começar a planejar como enfrentaremos a próxima cheia. Ela virá, sem dúvida. Dependendo do que chover nas cabeceiras do Madeira e o potencial do degelo dos Andes, ela poderá ser  mais fraca ou mais forte até. O que todos temos certeza é de que virá. Portanto, como as cheias do Madeirão são de séculos e séculos, não importando o que se fale, escreva, deseje, invente sobre suas causas, há que se fazer um planejamento detalhado para enfrentá-la com o menor prejuízo possível, tanto humano quanto financeiro.
Já se contabilizava  perto de quatro mil pessoas jogadas para fora de suas casas, em Porto Velho e distritos, pela violenta enchente. Em Guajará Mirim, cidade quase isolada, além do risco do transbordamento do rio Mamoré, a população enfrenta ainda a praga dos desonestos, que faturam na tragédia. Vendia-se, aqui e ali, gasolina a cinco reais o litro e uma botija de gás a quase 100 reais. Ninguém foi preso. Como não há planos para enfrentar a enchente e sempre se vive do improviso, não seria já um bom primeiro passo colocar na cadeia esses insensatos e insensíveis, que querem enriquecer com a desgraça alheia? Enfim, há muito o que fazer. Pensar em soluções para o futuro certamente seria um grande recomeço, ao menos com possibilidades de que, quando ele chegar, não seremos todos pegos tão despreparados.
MONTAGEM DO TIME
Nos próximos dias, começam a surgir novidades não só sobre nomes para a disputa de outubro, como também de formação de comitês e organizadores de campanhas. Em alguns grupos, onde as alianças já estão na fase de serem alinhavadas, já estão sendo formados os times. O que se sabe, por exemplo, é que, tão logo passe o carnaval, há estruturas aptas a começar o trabalho. No PMDB e seus aliados, por exemplo, essa questão já está bem avançada.
CENAS INSÓLITAS
Se alguém falasse, há uns dois anos atrás, de que o senador Cassol estaria sentado na mesma sala com importantes nomes do PT rondoniense, falando amenidades e trocando ideias, seria taxado de doido varrido. Pois nessa semana, Cassol se reuniu novamente com o deputado Padre Ton, virtual candidato petista ao governo, para falar de....aliança.  Parece inacreditável, mas não é. No regime democrático, adversários ferrenhos de ontem podem estar juntos hoje. Parece ser esse o caso....
NEODI VEM COM TUDO
Na segunda semana de março,  concluído tratamento médico a que está se submetendo, o deputado estadual  Neodi Oliveira volta a percorrer todas as regiões do Estado, avaliando suas chances como pré candidato ao Governo. O nome de Neodi tem tido aceitação muito forte em vários segmentos e ele é um dos prováveis nomes que estará na disputa pelo Palácio Presidente Vargas, em outubro. Neodi quer vir com o apoio de Ivo Cassol e pelo menos uma dezena de partidos.
DANIEL CONHECE...
Daniel Pereira, uma das maiores lideranças sindicais do Estado, que teve uma passagem respeitada e produtiva como deputado estadual, quando era do PT, é um dos nomes mais fortes que o PSB deverá apresentar ao eleitorado para disputar uma cadeira à Câmara Federal. Líder do Sindisef, Daniel poderá ser um nome importante, caso consiga se eleger, para batalhar, em Brasília, pela causa da transposição dos servidores para a folha da União. Ele é do meio. Porque até agora, se ouviu muito discurso. Mas solução que é bom....
INVERSÃO DE VALORES
Fazendeiros (esses mesmos que mantém o Brasil crescendo graças ao agronegócio, porque o resto, todos sabemos como está) são acusados, por qualquer deslize, de manter pessoas em situação "análoga à escravidão".  Aqui mesmo em Rondônia, houve denúncias absurdas. Mas quando são os médicos cubanos que recebem salários miseráveis e são claramente explorados no programa Mais Médicos, aí está tudo certo? Essas vergonhosas inversões de valores, impostas por ideologia político-partidária, já não estão enchendo o saco?
DECISÕES JUSTAS?
A lei é a mesma; Então, pode-se deduzir que ela é aplicada de acordo com a decisão do Magistrado, para o bem ou para o mal. A decisão depende muito da situação e até da pressão da mídia e da opinião pública. Todos os dias, assassinos cruéis são deixados em liberdade, porque os juízes levam em consideração  que eles não foram presos em flagrante e que não apresentam risco à sociedade.  Trágico. Mas, em casos como o dos dois jovens que mataram um cinegrafista da Band, aí sim, a dupla é considera perigosa e ficará na cadeia até o julgamento. Não seria mais justo que assassinos ferozes tivessem o mesmo tratamento?
PERGUNTINHA
Por quantos dias ainda teremos que assistir, impotentes, ao sofrimento de tantos dos nossos vizinhos, amigos, conhecidos que estão sofrendo com a enchente tão violenta que se abateu sobre nossa Capital?